segunda-feira, 14 de abril de 2008

OS BIOCOMBUSTÍVEIS E A ONU

POLÍTICA & ECONOMIA

AUTOR GABRIEL MACEDO


O suíco Jean Ziegler declarou hoje, em relatório especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Direito à Alimentação, que a produção em massa de biocombustíveis significa crime contra a humanidade pelo seu impacto nos preços mundiais dos alimentos.

Isso mesmo que você leu: crime.

O argumento de Ziegler e dos demais críticos da tecnologia é de que o uso de terras férteis para cultivos destinados a fabricar biocombustíveis reduz as superfícies destinadas aos alimentos e também contribui para o aumento dos preços dos mantimentos.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) recebeu um pedido do relator especial da ONU para que mude a política que diz respeito aos subsídios agrícolas e para que deixe de apoiar somente os programas destinados à redução da dívida. Jean Ziegler acredita que a agricultura também deve ser subsidiada em locais onde se possa garantir sobrevivência da população como um todo.

"Temos agora que colocar nosso dinheiro onde está a nossa boca, para que possamos colocar comida em bocas famintas."

A frase é de Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial (Bird), defendendo a idéia de que não se pode ficar apenas no discurso, mas tomar uma ação eficiente e prática. Juntamente ao presidente do Bird, o diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, defendeu a adoção de medidas urgentes para conter a inflação.

No Brasil, o presidente Luiz Inácio "Lula" da Silva tomou a palavra. Ele disse que não se pode culpar o investimento nos biocombustíveis pela pressão nos preços. Defende a tese de que é necessário produzir mais em nível mundial. Lula considera a questão inteira como "inflação boa", pois "convoca" os países a produzir em maior quantidade. O Presidente acha que a inflação dos alimentos deve-se ao fato de que as pessoas estão comendo muito.

De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o Brasil poderá se beneficiar pelo "choque de oferta", pois trata-se de um país ainda em parte agrícola.

domingo, 13 de abril de 2008

30 ANOS DE GUERRA NAS ESTRELAS - G. MACEDO


CIÊNCIA & SAÚDE

AUTOR GABRIEL MACEDO


sabre de luz
folha


A aclamada e mais popular série do diretor George Lucas, Star Wars, está aniversariando. Foram trinta anos de criatividade, fantasia e muita ficção científica. Por isso mesmo, decidi noticiar o curioso fato dentro da categoria de Ciência & Saúde, apesar de não ter grandes relações com tal assunto.


A nave Discovery, que pode decolar na terça-feira (23), rumo à Estação Espacial Internacional, vai levar a bordo nada menos do que o sabre de luz utilizado pelo personagem mais famoso da série, Luke Skywalker, no filme de 1983, "O Retorno de Jedi".

O objetivo, é claro, é apenas comemorar o aniversário da série de Lucas. Acho que ninguém espera, de fato, utilizar o sabre de luz como arma contra ninguém! Ao final da missão da nave, o sabre ficará em exibição o Centro Espacial da Nasa, no Texas. A atividade espacial, que deve durar 14 dias, tem como objetivo lançar o módulo Harmony (um tubo de alumínio de pressão fabricado na Itália), que permitirá unir os laboratórios europeu e japonês (Colombus e Kabo, respectivamente), ao posto avançado orbital.

REITOR DA UNB RENUNCIA AO CARGO - G. MACEDO


POLÍTICA & ECONOMIA

AUTOR GABRIEL MACEDO


Em primeiro lugar, considero o assunto de que vou falar como parte da categoria Política & Economia porque creio que o que esteve acontecendo na Universidade de Brasília (UnB), além de passear nos campos culturais, sociais e por vezes pessoais, refere-se, em grande instância, à política brasileira como um todo. Quando falamos de política, pensamos em homens carecas que usam ternos sem graça e gravatas sem cores, óculos e canetas douradas, mas existe uma política na cabeça de cada estudante, do colégio à Universidade, e essa política é tão poderosa quanto qualquer outra existente.

Desde o dia 3 de abril, um severo número de estudantes da Universidade de Brasília tem estado, sem segredos e delongas, na reitoria da Instituição. A tomada do prédio é, fatualmente, uma invasão, mais ou menos como aconteceu, no ano passado, na Universidade de São Paulo (USP). Os alunos, até o dia 10, decidiram em assembléia manter a invasão e paralisar as aulas pelos dias seguintes, firmes e fortes na idéia de que só deixariam o prédio da reitoria na ocasião da renúncia do reitor Timothy Mulholland. A Polícia Militar não estava presente, mas não foi preciso. O número contado pelos próprios estudantes era de 1.600 pessoas em assembléia.

Segunda-feira, água e luz foram cortadas da Universidade. Os alunos também decidiram, na mesma reunião, que deixariam a reitoria quando, também, religassem as luzes e deixassem jorrar a água. No entanto, o ambiente não é de decadência. Enquanto esperam pelas decisões dos "homens do poder", os alunos dançam funk, praticam yoga, jogam futebol e vôlei. Não se trata, porém de um movimento pacífico. Manifestações contrárias à ocupação esquentam o clima a cada momento de tensão. Cerca de 300 servidores e professores da UnB foram ao edifício, em apoio ao reitor Mulholland. Um acidente já aconteceu. Trata-se da queda de um estudante de artes cênicas de um dos andares da reitoria. Felizmente, o rapaz passa bem e já voltou à ocupação, seu espírito revolucionário fervendo.

O reitor foi acusado em ação de mau caráter administrativo de usar de forma "ilegal" recursos que deveriam ser destinados à pesquisa na decoração de apartamento funcional. Mulholland se defendeu em nota: "Finalmente, tenho o direito de conhecer a acusação e de me defender na Justiça, onde meus direitos serão respeitados". Na semana passada, ele disse, com convicção, que não intenciona renunciar.

Pois muito bem. Vejam bem: ele o fez. O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que parlamentares, outros ministros e até mesmo o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, chegaram a apelar ao reitor que ele abandonasse o cargo por alguns dias. O Ministro mostrou-se extremamente responsável e envolvido na questão, comprometendo-se com tudo o que estiver acontecendo. Durante 60 dias, o reitor Timothy Mulholland ficará afastado da reitoria e seu vice, Edgar Mamiya, ficará a cargo. Em nota, o reitor afastado disse:

"Foi uma decisão pessoal para assegurar princípios constitucionais de eficiência, publicidade, moralidade, impessoalidade, legalidade e transparência nos fatos a mim imputados."

Para quem disse: "Eu entrei na forma da lei e sairei na forma da lei", é até engraçado observar o quão forte é o poder da pressão estudantil, força vital de qualquer instituição de ensino. Uma ação do Ministério Público Federal no Distrito Federal e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios protocolou que cerca de R$ 470.000 foram desviados do financiamento de projetos e pesquisas e desenvolvimento institucional da UnB para mobiliar e decorar um imóvel do reitor. Além disso, R$ 72.000 foram usados para comprar um automóvel de uso exclusivo do mesmo.

Absurdo? Também acho.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

ISABELLA E A MÍDIA - C. MARCELO


ASSUNTOS VARIADOS

AUTORA CAMILA MARCELO


Na penúltima aula de Introdução ao Jornalismo, 08 de abril, tivemos um debate sobre a intensa divulgação pela mídia sobre a trágica morte de Isabella de Oliveira Nardoni.

O acidente ocorreu na noite de 29 de março e, desde esse dia, o fato é narrado em todos os jornais de canal aberto. Se aquele que organiza a pauta jornalística soubesse ministrar melhor a notícia sobre o "caso Isabella", colocando apenas novas informações que pudessem solucionar a questão de quem foi o culpado de sua queda do sexto andar, talvez não haveria a repetição de dados já abordados ou a duração da matéria seria reduzida.

Todas as partes do Jornal Hoje apresentaram elementos irrelevantes no caso da menina de cinco anos: mostrou uma conversa com a irmã do Alexandre, Cristiane, os minutos de cada telefonema feito na noite do incidente e o decreto da Justiça a favor da liberdade do casal Alexandre Nardoni e Anna CarolinaJ atobá, presos há oito dias. O que poderia perdurar por, no máximo, dois minutos, tornou-se metade do jornal de hoje.

Por que há mais cobertura desse assunto quando já houve piores e o nível de importância dado para estes pela mídia foi mínimo comparado ao caso da menina Isabella? Na primeira quarta-feira desse mês, 02 de abril, aconteceu algo semelhante¹

e o vi sendo abordado no jornal da televisão por apenas um dia e somente como fragmento de uma matéria sobre Isabella. Então, como se justifica essa predileção?

Todos os dias surgem novas conseqüências da estrondosa chuva no Nordeste, os hospitais continuam não tendo como suprir o intenso número de pessoas com suspeita de dengue, manifestações durante a passagem da tocha olímpica pelos estados europeus, americanos e asiáticos persistem, acidentes ocorrem, infelizmente, diariamente, mas não há tanta divulgação sobre notícias globais, apenas sobre o infortúnio da noite de 29 de março.
Realmente espantou a todos o falecimento dessa linda garota que iria fazer aniversário na semana seguinte do desastre e com certeza é muito importante informar quando houver novas pistas que auxiliem para desvendar o mistério, mas a mídia não pode descuidar-se da sua meta de informar continuamente sobre o mundo e com maior ênfase o Brasil e concentrar-se em apenas um fato.

A finalidade do Jornalismo, segundo Bill Kovach e Tom Rosenstielno, no livro Os Elementos do Jornalismo, é "fornecer aos cidadãos as informações de que necessitam para serem livres e se autogovernar". As pessoas precisam das notícias por causa de um instinto básico do ser humano, que é nomeado de Instinto de Percepção, então, é importante manter a sociedade informada dos fatos em andamento, como também de novos temas e acontecimentos do mundo. Finalizo, por fim, perguntando: será que há algo por trás dessa intensa cobertura pela mídia sobre a morte de Isabella ou realmente eles acreditam que esse fato é mais relevante do que todas as tragédias diárias no Brasil, por assaltos, enchentes ou imprevistos?

¹Charlene Pimenta de Andrade, 10 anos, caiu do quarto andar de um prédio em Cariacica (ES). A suspeita é de que a criança, para fugir da agressão do pai, acabou pulando a janela. Ela teve fraturas no tornozelo direito e na bacia, mas está fora de perigo e não corre risco de morrer. O pai da menina vai continuar preso durante a investigação.

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NOTA DO EDITOR: Mais uma vez, a Doutora em Jornalismo Camila Marcelo nos prestigia com uma instigante matéria sobre a magnífica polêmica que assistimos a todo momento na TV sobre Isabella. O texto, como sua última resenha, também foi postado no seu blog pessoal e pode ser conferido aqui.

HAIRSPRAY - B. GUERRA


CULTURA & ARTE

AUTORA BÁRBARA GUERRA


Estrelando:
John Travolta - Edna Turnblad
Queen Latifah - Motormouth Maybelle
Michelle Pfeiffer - Velma Von Tussle
Christopher Walken - Wilbur Turnblad
Nicole Blonsky - Tracy Turnblad
Zac Efron - Link Larkin
Brittany Snow - Amber Von Tussle
Amanda Bynes - Penny Pingleton
Elijah Kelley - Seaweed J. Stubbs
Allison Janney - Prudy Pingleton
James Marsden - Corny Collins
Taylor Parks - Lil Inez
Jerry Stiller - Mr. Pinky
Paul Dooely - Mr. Spritzer

Hairspray Um filme baseado no premiado musical da Broadway. No começo dos anos sessenta, mais exatamente no ano de 1962, as mudanças começam. No elenco, grandes atores como John Travolta, Queen Latifah e Michelle Pfeiffer.

Divertido e com muitas críticas ao racismo, a superficialidade dos adolescentes da época e como a mídia define os parâmetros de beleza, [o filme] faz quem assiste ver que muitos desses problemas da época são atuais.

Tracy (interpretada pela carismática Nikki Blonsky), uma adolescente rechonchuda tem um grande sonho: fazer parte do mais popular show da época o Corny Collins Show. Por não estar dentro dos padrões de beleza e ser gordinha, logo que chega à seleção para entrar no programa, é humilhada por Velma Von Tussle (interpretada por Michelle Pfeiffer), a gerente e coreógrafa da emissora, que é muito preconceituosa.

A heroína não se deixa abalar por nada, no castigo do colégio faz amizade com Seaweed (interpretado pelo estreante Elijah Kelley), um rapaz negro que dança muito bem. Ele lhe ensina a dançar de uma forma diferente, o que faz com que ela entre no show.
Com um enredo eletrizante, músicas maravilhosas e coreografias de arrepiar, Hairspray é um musical gostoso e contagiante; é quase impossível vê-lo apenas uma vez.

O NORDESTE EM ALERTA - S. SALDANHA


ASSUNTOS VARIADOS

AUTORA SUZANE SALDANHA


As chuvas no Nordeste vêm deixando milhares de dezenas de desabrigados por toda a região. O estado mais atingido é o Maranhão. Em tal estado, cerca de 86 municípios sofreram danos e as inundações já mataram 4 pessoas. As fortes chuvas também vêm alcançando os estados da Paraíba, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

No nosso Estado, cerca de 172 mil pessoas foram lesadas nessa semana, e esse numero pode crescer. Uma das preocupações que o governo tem é a proliferação de doenças que pode ocorrer com as chuvas.

O presidente Lula disponibilizou 540 milhões de reais para ajudar as vítimas das enchentes, e os Estados começaram a trabalhar para conceder o seguro-safra, mais aplicado no período nas secas. Essas inundações não são novidades para nós, nordestinos. Temos que ter mais solidariedade e ajudar as pessoas que estão precisando. O Corpo de Bombeiros criou a campanha “Doa Ceará”. Todas as doações de alimentos não perecíveis, roupas (em especial, agasalho para idosos e crianças) e filtros deverão ser feitas em qualquer unidade da Corporação. Essas doações serão encaminhadas para a Capital e para os municípios mais atingidos pela chuva no interior do Estado.

Para qualquer doação, é só se encaminhar para as unidades do Corpo de Bombeiros. O telefone é 199. Vamos ajudar!

LADRÕES DE BICICLETA - C. MARCELO


CULTURA & ARTE

AUTORA CAMILA MARCELO


ladri di biciclette


A Unifor, todo mês, seleciona filmes para serem exibidos e debatidos. Esse projeto, Cineclube Unifor, é uma realização da Vice-Reitoria de Extensão, em parceria com a Distrivídeo e a TV Unifor. Quinta-feira passada, 03 de abril, foi a sessão nomeada de neo-realismo, representada pelo filme Ladrões de Bicicleta.

Ladri di biciclette, o real título desse longa-metragem, relata a história de Antonio Ricci, um homem de origem humilde que, após dois anos desempregado, consegue um emprego de colador de cartazes na cidade. Para garantir esse serviço, necessitava reaver sua bicicleta penhorada, então vende seus lençóis para pegá-la de volta.

Em seu primeiro dia de trabalho, estampa um sorriso em sua face, veste a farda e percorre a cidade colando os cartazes de atrizes americanas. A felicidade em ter arranjado uma ocupação que lhe proporcionasse um salário fixo mais benefícios durou pouco, pois, enquanto ajeitava um dos pôsteres na rua, a sua bicicleta foi roubada, destruindo o sonho de manter-se no emprego e melhorar a condição de vida da sua família.

O filme transcorre desse imprevisto, mostrando, ao longo das cenas, a Itália pós-guerra, completa de miséria e crise. Evidencia a questão de sobrevivência dos indivíduos, os quais, sem emprego, oportunidades ou esperanças, são obrigados a ir contra os valores morais e éticos da sociedade, cometendo pequenos furtos ou ganhando dinheiro enganando aqueles mais ingênuos. É o caso da "vidente" que cobra um valor alto para dizer palavras vazias, óbvias.

Embora haja a utilização de atores amadores, as expressões de angústia e gestos inquietos de Ricci (Lamberto Maggiorani) transmitiram a real sensação de estar em uma situação na qual deve-se escolher se segue as normas da sociedade e espera a ação da polícia quanto ao assalto ou usa-se a lei da selva de "cada um por si" e contraria os princípios de um bom cidadão em virtude da sobrevivência.

Ricci, sem esperanças e desesperado por não conseguir achar o ladrão de sua bicicleta, vê-se na necessidade de roubar uma para não perder o emprego que arduamente conseguiu. Ele não conseguiu furtar e não o prenderam por seu filho estar próximo. O filho entrega o chapéu ao pai e segura a sua mão, enquanto caminha na rua, dando-lhe força para este homem desapontado pelo seu mau exemplo para o filho, por não conseguir sua bicicleta de volta e por saber que no dia seguinte não poderia ir ao trabalho novamente.

E lembrando dessa comovente cena, recomendo esse magnífico filme de 1948 que marcou o cinema italiano quando produzido e ao longo desses 60 anos.


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NOTA DO EDITOR: A magnífica resenha que vocês leram aqui foi postada no blog da grande autora Camila Marcelo. Confiram-no a partir do texto supracitado.

CIDADE DO SILÊNCIO - R. MAIA


CULTURA & ARTE

AUTORA RENATA MAIA


bordertown
cinepop


Cidade do Silêncio é um filme produzido pelos Estados Unidos no ano de 2007 e os papéis principais são figurados por Jennifer Lopez, vivendo Lauren Adrian, uma ambiciosa jornalista americana, e Antonio Banderas, como Alfonso Diaz, um repórter mexicano ideológico.

Esse filme foi baseado em fatos verídicos de estupros seguidos de assassinatos, tendo como vítimas as operárias das fábricas da fronteira entre México e Estados Unidos. Com a lei do livre comércio, surgiram muitas fábricas onde são empregadas jovens moças que trabalham em regime muito severo e não ousam reclamar nem reivindicar melhorias salariais.

Lauren é enviada de Chicago para o México com finalidade de fazer um “furo de reportagem” e descobrir tudo o que os outros jornalistas não descobriram. Chegando ao local, a jornalista busca ajuda de seu amigo, Alfonso Diaz, que comanda o jornal Sol de Juarez e exerce sua profissão com ardor.

Lauren Adrian logo conhece Eva Jimenez, interpretada pela atriz Maya Zapata, uma operária de dezesseis anos que conseguiu sobreviver a um estupro e a uma tentativa de assassinato, onde o agressor foi o motorista do ônibus que transportava as operárias da fábrica.

A jornalista americana, com a ajuda de Alfonso, arquitetou um plano para prender o motorista. Infiltrou-se na fábrica onde Eva trabalhava e pegou o mesmo ônibus que a garota pegou no dia do estupro. Restando apenas Lauren como passageira, o motorista tentou assediá-la e foi preso pela polícia que já esperava no local.

Lauren faz uma excelente matéria, que, por desvio dos princípios éticos do jornalismo, estão erroneamente sendo subordinados a interesses políticos e privados, não pode ser divulgada. O chefe da jornalista tenta suborná-la oferecendo-lhe um cargo como correspondente internacional, que ela nega.

Inúmeras mulheres foram estupradas e mortas no México. O número divulgado foi de pouco mais de trezentas vítimas, mas informações extra-oficiais pontuam que mais de cinco mil foram assassinadas. As autoridades mexicanas ignoravam a gravidade dos fatos e foram negligentes, visto que banalizaram a vida humana. A princípio, o único objetivo de Lauren era fazer uma boa matéria e ter o reconhecimento de seu chefe. Com o tempo, ela percebeu que, como jornalista, seu principal objetivo deveria ser levar a verdade dos fatos e dar voz aos menos favorecidos.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

CONTRA O "LIXO MUSICAL" - T. SOUSA


CULTURA & ARTE

AUTORA THAYANE SOUSA


lixo musical
getty images


Diariamente, nos deparamos com músicas que não possuem uma proposta cultural muito moralista. Essas músicas vêm pela mídia em forma de bombardeio aos nossos ouvidos e tomam não só o espaço geral como também as nossas moradias. “O mundo está acabado, irmãos”. Essa nobre fala de um importante músico brasileiro mostra como pessoas que possuem um conhecimento cultural mais amplo repudiam tal forma de expressão musical imposta pela mídia. Mas o problema está com a música? Não. A causa principal para o problema do consumo em massa desse tipo de música é o fato da mídia expor esse conteúdo a todas as camadas sociais, fazendo com que pessoas de “pouca informação” acabem aderindo aos gostos impostos pelas novelas e programas da TV aberta.

A prova dessa afirmação é que pessoas que têm mais acesso à cultura possuem uma facilidade de identificar fatores musicais que levam a dizer que a música é boa ou ruim. Tais fatores são: complexidade de sua melodia, arranjo e formação do conjunto musical e, por último, mas não menos importante, a letra. Esta última pode variar muito, pois cada pessoa tem sua forma de achar beleza em alguma frase ou citação.

Para concluir um raciocínio sobre a droga musical a que estamos submetidos, dou-lhes apenas um conselho: não se deixe influenciar pela mídia e sua cultura de massa.

SEMINÁRIO - G. MACEDO


AUTOR GABRIEL MACEDO

Como vão as suas pesquisas para o seminário?

segunda-feira, 7 de abril de 2008

CORAGEM - G. MACEDO


ASSUNTOS VARIADOS

AUTOR GABRIEL MACEDO


coragem
g. macedo


Pela busca do compromisso com o social.

domingo, 6 de abril de 2008

CEM ANOS DA ABI - V. FREITAS


ASSUNTOS VARIADOS

AUTORA VIVIANE FREITAS


100 anos da abi

fenaj


Jornalistas - pelo direito à dignidade humana

Hoje, 7 de Abril, Dia do Jornalista, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Ceará e a Federação Nacional dos Jornalistas abraçam todos os colegas que exercem a profissão com ética e dignidade. Este ano, o dia é de dupla comemoração em virtude do centenário da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), fundada pelo catarinense Gustavo de Lacerda, em 7 de abril de 1908. A data marca a luta histórica dos jornalistas brasileiros pela liberdade de expressão, pela valorização e pelo reconhecimento de uma profissão que, como diria o eterno presidente da ABI, Barbosa Lima Sobrinho, tem como principal compromisso levar à população a conscientização política e social.

Salários dignos, condições de trabalho, qualificação permanente, respeito profissional e, sobretudo, regras claras que balizem a relação da imprensa com a sociedade são imprescindíveis à responsabilidade social do jornalista. Por isso, a Fenaj e os 31 Sindicatos de Jornalistas do Brasil defendem de forma veemente a aprovação de uma nova Lei de Imprensa, a realização da Conferência Nacional de Comunicação, a criação do Conselho Federal dos Jornalistas e a obrigatoriedade do diploma de curso superior de Jornalismo como requisito fundamental para o exercício ético da profissão.

No Ceará, 2008 promete ser um marco na luta da categoria. Em assembléia histórica, os jornalistas aprovaram a contraproposta do Sindicato das Emissoras de Rádio e Televisão para celebrar uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) destinada especificamente aos profissionais de mídia eletrônica. Há seis anos, os jornalistas são regidos ilegalmente pela CCT dos radialistas por imposição das empresas que obrigaram seus empregados a obter registro profissional de radialista em retaliação à ação incisiva do Sindjorce no combate ao exercício ilegal da profissão nestas emissoras.

Apesar da vitória, a CCT específica para jornalistas de rádios e televisões permanece no campo das promessas, uma vez que o sindicato patronal ainda não assinou o documento. No setor de jornais e revistas, a situação não é diferente. Em campanha salarial há sete meses, grande parte dos profissionais de impresso ainda não recebeu reajuste salarial retroativo à data-base de setembro de 2007.

A dura realidade dos profissionais de imprensa do Ceará, contudo, não tira da categoria o espírito de celebração neste 7 de abril, porque ser jornalista é não aceitar a injustiça e a opressão. É denunciar o arbítrio e o desrespeito aos direitos dos trabalhadores. É se opor à censura velada ainda existente nas redações, e combater diariamente a autocensura, o pior tipo de mordaça que engessa os jornalistas e cala a voz daqueles que têm por dever de ofício levar a verdade à sociedade.


Celebramos hoje porque acreditamos que ser jornalista é ser ético, é crer num mundo melhor, mais humano e menos desigual. É ter peito para colocar o dedo nas feridas dos poderosos e coragem para tomar partido pelos mais fracos. É acordar toda manhã com o compromisso de fazer a melhor reportagem do dia e, à noite, colocar a cabeça no travesseiro e poder dormir de consciência tranqüila, com a nítida sensação de ter combatido o bom combate e de ter feito a sua parte pelo engrandecimento da profissão e pelo respeito à dignidade humana.

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FONTES> Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ &
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Ceará
- SINDJORCE

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Então, meus caros, o que acharam? É possível crer que, desse artigo, podemos extrair assuntos para um série de discussões, desde a obrigatoriedade do diploma de curso superior para o exercício da profissão até uma reflexão a respeito da profissão Jornalismo, esta que tanto almejamos. Não podemos deixar de lembrar que a nossa turma ingressou na faculdade num ano de muitas comemorações importantes, como o centenário da Associação Brasileira de Imprensa e o bicentenário da imprensa no Brasil. Coincidência ou não, convoco todos aqui, mentes pensantes da turma 2008.1 do curso de Jornalismo da UNIFOR, a discutir, seja no blog, seja em seu próprio silêncio, não só sobre a importância dessas datas, mas também sobre os futuros profissionais que queremos ser.

Enfim, publiquei na véspera do dia 7 para que possamos aproveitar o domingo e começar a reflexão, caso você ainda não a tenha feito. Que esta possa prosseguir e não termine quando nós recebermos o canudo de concludentes, e sim prossiga diariamente, no exercício da profissão.

sábado, 5 de abril de 2008

DE TEMPO FECHADO? - A. LINHARES


LITERATURA

AUTORA ALANA LINHARES


O vazio é um meio de transporte
Pra quem tem coração cheio
Paulinho Moska

DEMOCRACIA, CAPITALISMO E COMUNISMO - M. BRUNO


POLÍTICA & ECONOMIA

AUTOR MAÍLSON BRUNO


Diferentemente do que ocorre na autocracia, no absolutismo e em outros regimes autoritários, a democracia é caracterizada pela participação popular na política. Tal regime político se divide em dois tipos: a democracia direta e a democracia indireta ou representativa. A democracia direta refere-se ao sistema no qual os cidadãos participam diretamente da política, como ocorria, por exemplo, na Grécia Antiga, em seu período clássico. Já na democracia indireta ou representativa, quem toma as decisões políticas são aqueles que foram eleitos pelo povo, como ocorre, por exemplo, na maioria dos países ocidentais.

A Inglaterra é um país tido como símbolo da liberdade. A Constituição inglesa, não codificada, defende a tripartição de poderes. O Palácio de Westminster é o local onde ficam a Câmara dos Lordes e a Câmara dos Comuns, instituições políticas que limitam o poder do primeiro-ministro inglês, cargo ocupado atualmente por Gordon Brown, líder do Partido Trabalhista (Labour Party).

Os defensores do comunismo argumentam que democracias não são realmente democráticas, pois quando as classes dominantes têm o controle da máquina, elas manipulam o povo. Os comunistas afirmam que a democracia real somente é possível através do comunismo, porém, essa afirmação não condiz com a realidade, pois aqueles líderes políticos que se diziam defensores da igualdade social não passaram de déspotas que tinham o controle do Estado e, devido a isso, agiam em benefício próprio, citando, como exemplo, o ex-ditador cubano Fidel Castro, cuja fortuna pessoal se estima em pelo menos 110 milhões de dólares, mais inúmeras propriedades e negócios ao redor do mundo de incalculável valor. Os bens do cubano equivalem a 10% do PIB de Cuba, segundo a Forbes. É importante termos a consciência de que a democracia é o regime político que valida a participação do povo na política, e, independentemente do espetro político que apoiamos, aqueles que têm o controle sobre a máquina a usarão para propagandear suas idéias, concordar ou não com elas, fica a critério de cada um.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

AMY, NÃO MORRA - E. QUINDERÉ


CULTURA & ARTE

AUTORA ELAINE QUINDERÉ


amy winehouse 2


Em uma área suburbana de Enfield (Londres), numa família judaica de componentes musicais ligados ao jazz, nasce Amy Winehouse.

A autora do hit “Rehab”, cresceu no subúrbio de Sothgate e formou sua primeira banda aos dez anos, a Sweet’n’ sour, as sour. Amy ganhou sua primeira guitarra elétrica aos treze anos de idade e, aos dezesseis, já cantava profissionalmente.

Seu álbum de estréia foi “Frank”, para depois lançar “Back to black”. A artista e seu álbum “Back to black” foram indicados a seis Grammys em 2008 – levando cinco desses - dentre eles, Revelação do Ano e Álbum do Ano. Em Fevereiro de 2007, ela também ganhou um Brit Award por Melhor Artista Feminina Britânica.
Do final de 2007 e início de 2008, a cantora já se envolveu em vários escândalos. Dentre eles, um vídeo seu usando crack foi lançado na Internet. Amy não nega que é usuária de outras drogas, já tentou várias vezes clínicas de reabilitação (é disso que fala sua música Rehab) e, além disso, sua própria mãe acha que ela não sobreviverá por muito tempo.

Apesar de tudo, a cantora segue firme e forte com a sua mistura de Jack Daniel's com Coca Light. Continua fazendo música, já que compõe todas as suas canções, e fazendo sucesso pelo mundo todo. Recentemente, ela fez um show em Londres, e tal espetáculo virou DVD.

Então, fica a dica: “I told you I was trouble” – Amy Winehouse (Live in London).


amy winehouse
cifraclub

domingo, 30 de março de 2008

SIMPLESMENTE CHICO - A. LINHARES


CULTURA & ARTE

AUTORA ALANA LINHARES


chico


Em meio às tradições e reflexões religiosas e ao grande número de cearenses viajando, poesia, música e teatro subiram ao palco na quarta-feira (19) santa do mês de março. O Pausa Dramática, um projeto de leitura dramatizada que acontece mensal e gratuitamente no auditório do Centro Cultural Dragão do Mar, apresentou de casa cheia, mais uma de suas edições.

Com quase um ano e meio de vida, o Pausa já abordou diversos escritores e dramaturgos com inúmeras temáticas literárias. De Clarice Lispector a Nelson Rodrigues, da introspecção à comédia, o projeto está conquistando o público da cena cultural de Fortaleza. Através dos debates promovidos após cada apresentação, os espectadores têm acesso a maiores informações sobre o escritor, sobre suas obras e, principalmente, sobre o tema em questão, sempre sintetizado e debatido entre um convidado especial e a platéia. Sempre levando competentes atores, o evento tem sua grande importância também para o teatro cearense, que possui inúmeras revelações e talentos e tem procurado reciclar-se não só na técnica, mas também na arte.

Dramatizado por Yuri Yamamoto, Démick Lopes e Ricardo Tabosa, o literato da vez foi o escritor, músico, boêmio e representante, ainda vivo, da história de nosso país, Chico Buarque de Hollanda. Chico, doce e encantador, também é conhecido por suas músicas com temáticas femininas, como "Olhos nos Olhos", "Atrás da Porta" e outras, as quais representaram, durante o evento, um pouco da alma e da doçura buarqueanas.

Onde mora a sua feminilidade? Em Chico e em suas canções, a mulher dança entre a poesia, a melodia, os dramas e a sensualidade. Galanteada e dona de seu mundo, encanta e mostra-se à flor da pele, frágil e poderosa, exteriorizada por seus sentimentos, envolvida em seus desejos e perdas e despida de pretensões; uma antítese e metáfora dos sentimentos leves e densos de qualquer ser humano.

Segundo a psicóloga Luciana Holanda, convidada especial da edição, "para você se constituir mulher, você se pergunta mulher a partir de uma ótica masculina". Esse pensamento da psicanálise caracteriza, simultaneamente, a submissão e o poder feminino perante o homem, com sua necessidade de um outro que a ache bela, ou que, simplesmente, lhe aceite, e que também lhe assegure a tão procurada estabilidade sentimental.

As mulheres de Chico são representadas pelas máscaras da sedução, do desamparo, da fragilidade e da força. "A dificuldade cênica foi por causa da necessidade de uma representação feminina natural que o teatro pede. Então, trabalhamos a partir das impressões que temos das imagens femininas, tomando cuidado para que nossas atuações não tomassem um sentido pejorativo visual", diz Ricardo Tabosa.

Abandono, desilusões, expectativas e desejos... Somos um pouco mulheres, um pouco doçura e amargura, um pouco de tentativa, erotismo e um pouco de sensibilidade. Chico e suas mulheres, nós e nossos sentimentos. Nossa feminilidade mora no coração.

sábado, 29 de março de 2008

O CAMPEONATO BRASILEIRO DE 87 (FINAL) - R. BARROS


ESPORTE

AUTOR ROBERTO BARROS


A guerra da taça das bolinhas produz coisas surreais. Menos pela taça em si, mas pela falta de cuidado de muita gente em relação à informação. Não importa se você pensa que o Flamengo é penta ou se você está entre os avalistas da decisão da CBF, de proclamar o Sport campeão. Se você dispõe de todas as informações sobre o que se passou em 1987, tenha a sua opinião.

A questão é exatamente essa: informação. No domingo à noite, comentaristas gritavam na televisão brasileira; uns dizendo que o Flamengo deve chorar na cama, outros dizendo que o "Fla" é campeão porque não houve Primeira Divisão naquele ano. Um show de desinformação.

Na sexta-feira, no "Bate Bola", da ESPN Brasil, este colunista sugeriu enviar um texto explicativo, para quem nasceu em 1988, 1989 e 1990, um texto só com informações sobre o que se passou em 1987. Ao sair do estúdio e abrir minha caixa de mensagens, respondi 105 mensagens em quarenta minutos. Não era gente disposta a questionar se o Flamengo era penta ou não, era gente sedenta por informação.

Pois essa matéria-prima do trabalho do jornalista é violentada todo dia, quando alguém decide se o campeão é um ou outro, sem contar o que de fato aconteceu naquele ano. O que se passou foi uma ruptura, a partir da recusa da CBF em cumprir o que prometera no ano anterior: que os 24 melhores do Brasileirão de 86 formariam a Primeira Divisão em 87. A partir daí, os 13 maiores clubes do país decidiram fazer seu campeonato, a CBF propôs o cruzamento, o Clube dos 13 recusou e o campeonato já começou com o impasse que se produziu depois. Com o Sport campeão oficial (pela CBF), o Flamengo, campeão legítimo, porque até o Recife assistiu a Flamengo 1 x 0 Inter, na tarde de 13 de dezembro de 1987, como quem via a decisão do Campeonato Brasileiro.

O Santa Cruz, afinal, foi o representante de Pernambuco naquele ano. Daí, segue a minha opinião de que o FLAMENGO É PENTA, SIM SENHOR, DONO DA TAÇA DAS BOLINHAS! Mas é necessário o asterisco com os nomes dos supostos dois campeões, porque só assim o torcedor mais curioso irá em busca da informação a respeito do que realmente aconteceu no ano de 1987!

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FONTE> blog do PVC (Paulo Vinícius Coelho)

O CAMPEONATO BRASILEIRO DE 87 (2) - R. BARROS


ESPORTE

AUTOR ROBERTO BARROS


6. crise da CBF e Clube dos 13
É verdade afirmar que a CBF, desde 1986, vivia uma crise administrativa, agravada pela eleição de Otávio Pinto Guimarães, que supostamente seria "Testa de Ferro" de Nabi Abi Chedid na briga pela cadeira principal da entidade, em duelo com Medrado Dias.

A idéia de ter Otávio como cabeça da chapa se dava pelo risco de Nabi empatar com Medrado Dias (Dias levava vantagem por ser mais velho que Chedid, usado como critério para desempate).

Nem seria preciso, pois a chapa de Nabi ganhou por 13x12, após mudança de voto de Antônio Aquino (Presidente da Federação do Acre, na época), além do voto em branco de Belmiro Costa (Amazonas). Fala-se muito, inclusive, num possível esquema de compra de votos, mesmo que sem comprovação.

As confusões que explodiram na Copa Brasil de 1986 já mudaram os planos da CBF, que precisava reduzir o número de participantes da competição, formando uma primeira divisão com 24 clubes. Acabou cedendo para 28 times, definidos como os 7 melhores classificados da 2ª fase da edição de 1986.

Vale ressaltar que mesmo estando entre as 28 melhores campanhas no geral, nem Ponte Preta (21º), nem Sport (27º) teriam direito a disputar a primeira divisão em 1987. Atlético-GO (28º) e Náutico (31º) se deram melhor na 2ª fase e conquistaram o direito a essas vagas.

Segundo a revista Trivela (maio/07), Otávio Pinto havia declarado que seria inviável a realização da Copa Brasil em 87, o que deu margem para que os auto-proclamados grandes clubes do Brasil idealizassem uma competição entre si, buscando um contrato de US$ 18 milhões com patrocinadores, com validade de 5 anos.

O jornalista Sérgio Baklanos, conta que a formação do Clube dos 13 se deu após uma pesquisa nacional, onde identificaram os 13 times com maior poder de arregimentação de massas. Para formar os 16 times, por questões políticas, foram convidados Coritiba, Goiás e Santa Cruz.

O resultado da mais insana virada de mesa do futebol brasileiro é que, enquanto 14 times que tinham conquistado seu direito em campo (ver quadro "os excluídos"), Botafogo e o Coritiba não teriam direito algum de participar (ver quadro "pela janela"). Logicamente, equipes como América, Guarani e Portuguesa, que junto com Joinville e Criciúma tinham chegado entre os 16 melhores na última competição, reclamaram por seus direitos. Não havia outra saída para a CBF diferente de formar um novo grupo de times para validar o Brasileiro.

Dois erros foram fundamentais para a confusão: a falta de iniciativa da CBF e a falta de critério do Clube dos 13 em organizar o campeonato que, inegavelmente, trouxe volumosos recursos para o futebol nacional, mesmo que a grande fatia esteja ainda restrita ao próprio grupo.

Para compor o grupo dos excluídos com outros 16, bastaria incluir mais 2 times além dos 14 já citados. Por critérios técnicos, essas vagas deveriam ser preenchidas por Ponte Preta e Sport, mas ao invés da equipe de Campinas, quem ficou com a última vaga foi o Vitória.

Foi acordado e assinado um documento que previa um quadrangular entre os campeões e vices dos Módulos Verde (Copa União) e Amarelo (Copa dos que sobrariam). Mesmo não aceitando os termos, o Clube dos 13 assinou o regulamento, para que pudesse ter legitimidade o campeonato em que disputavam, evitando complicações maiores até com a FIFA. Entre eles (Clube dos 13), o discurso era que não fosse realizado tal confronto, tentando de todas as formas persuadir a CBF a concordar com essa proposta.

Sport e Guarani, finalistas do módulo amarelo, cumpriram o acordo e estiveram presentes nas duas primeiras rodadas do quadrangular, vencendo ambas por W.O. Depois, já sabendo que Flamengo e Internacional não iriam disputar os jogos, ficou decidida a antecipação do segundo jogo, concluindo o quadrangular.

Nas partidas entre Sport e Guarani, tivemos o seguinte resultado:
31/01/88 - Guarani 1x1 Sport
07/02/88 - Sport 1x0 Guarani

A CBF foi uma das principais catalisadoras da polêmica. Sem rumo e sem estrutura, cedeu espaço para que os clubes que formaram o C-13 tomassem de forma arbitrária e pirata a organização do futebol. O Sport é, indiscutivelmente, o campeão do Brasileiro de 1987. Equipes como Rio Branco, Joinville, Ceará, CSA, Atlético-GO e Treze, que conquistaram seu acesso no campo, até hoje não tiveram seu direito restabelecido, sendo as maiores vítimas de toda a desorganização criada na época. O América, que disputou a Copa União de 1988, após quase 1 ano de inatividade, por não concordar com toda a manipulação ocorrida em 1987, nunca mais voltou a figurar com força no cenário nacional. Em 1988, mais uma vez, não teve rebaixamento e os 8 melhores integrantes do Módulo Amarelo integraram a 1º divisão, ao lado dos 16 do Módulo Verde. Tecnicamente, uma mesma fórmula de disputa foi aplicada em 1993, quando apenas dois grupos teriam times com ameaça de rebaixamento, favorecendo o Grêmio.

Representantes do Brasil na Libertadores 88: Sport e Guarani.

Todos podem afirmar que o título de 87 é rubro-negro, contudo, jamais em referência aos rubro-negros cariocas... O fato do Sport ter jogado contra Bangu, Guarani, etc. não tem nada a ver com a legitimidade do título. Vale lembrar que, coincidentemente, o adversário da semifinal, Bangu, foi o vice de 1985. O Guarani, foi o vice de 1986.

Por mais que o Clube dos 13, na época, tivesse como objetivo trazer uma nova realidade ao futebol brasileiro, jamais poderia alijar da competição 14 times que no ano anterior tinham o legítimo direito de disputar a primeira divisão. Desses, 6 jamais conseguiram usufruir desse direito. Um grupo de 16 times que exclui o vice-campeão do ano anterior e o 4º colocado e convida o 44º, por exemplo, não tem direito algum de se proclamar como primeira divisão do campeonato nacional. O fato de não ter sido concluída a disputa entre Sport e Guarani na final do módulo amarelo não impediria em nada a realização do quadrangular, que previa a disputa entre os finalistas de cada módulo.

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Pessoal, essa matéria mostra um pouco o ponto de vista de varios jornalistas a favor do Sport, o que é bem difícil, já que a maioria fica ao lado do maior clube, no caso, o Flamengo. Na 3ª parte da matéria, vou colocar um artigo do ponto de vista de um jornalista a favor do Flamengo.

quinta-feira, 27 de março de 2008

BICICLETAS EM PARIS - R. DULTRA


ASSUNTOS VARIADOS

AUTORA ROBERTA DULTRA


bike
g. macedo


Sei que isso não é novidade, mas de qualquer forma, nem todos sabem. As ruas de Paris vêm ganhando cada vez mais bicicleta desde o dia 15 de julho de 2007. Foi quando foi inaugurado pela prefeitura de Paris o novo meio de transporte público: as bicicletas, chamadas de “Vélib”. As tais bicicletas estão espalhadas em mil pontos de Paris e as cerca de 14 mil já fazem o maior sucesso por lá. Os parisienses e turistas adoraram! Eles pedalam para ir ao trabalho de terno e gravata, pedalam arrumados, de mochila, de qualquer jeito! O melhor é que, como a França é um país conhecido pelas suas greves, em dias de greve de transportes públicos, ainda há as bicicletas, que não são afetadas.

A novidade parisiense funciona assim: a pessoa pode alugar a bicicleta por dia, por uma semana ou por um ano nos próprios estacionamentos da “Vélib”, que são espalhados pela cidade. Por um dia (o mais fácil para os turistas), deve-se pagar 1 euro para usar qualquer bicicleta por períodos intercalados de meia hora. Isso porque a prefeitura de Paris calculou que a distância mais longa da cidade é percorrida de bicicleta em 25 minutos. Assim, depois de 30 minutos o ciclista devolve sua bicicleta no estacionamento mais próximo e pode pegar mais tarde outra (por meio de um código válido o dia todo) por mais meia hora e assim por diante. Eu achei o esquema das bicicletas ótimo, não só porque obriga as pessoas a fazerem exercícios, mas também por causa do meio ambiente. Acho que seria o máximo tal esquema funcionando aqui no Brasil…

(adaptado de uma matéria da UOL)

quarta-feira, 26 de março de 2008

O CAMPEONATO BRASILEIRO DE 87 (1) - R. BARROS


ESPORTE

AUTOR ROBERTO BARROS


Fiz uma pesquisa bem apurada sobre esse título muito polêmico, que fez 20 anos em 2007. Antes de discutirmos sobre o campeonato de 87, temos que voltar um ano no passado, para o campeonato de 86, para entender melhor como tudo aconteceu.

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Copa Brasil de 86
(clique aqui para ver o histórico e placar dos jogos)

A edição de 1986 da Copa Brasil era composta por 44 times divididos em 4 grupos de 11 e mais outros 16 times que disputariam um torneio paralelo com direito a 4 vagas na segunda fase.

a) a regra de classificação previa 32 clubes na segunda fase, da seguinte maneira:
a.1) ps 6 primeiros de cada um dos 4 grupos de 11 (grupos A, B, C e D);
a.2) outros 4 times de melhor índice técnico entre os demais participantes dos grupos acima citados.
a.3) campeões de cada grupo do Torneio Paralelo (grupos E, F, G, H).

1. pelas vagas do grupo
grupo A: São Paulo, Inter-RS, Sport, Fluminense, Bangu e Ceará;
grupo B: Flamengo, Ponte Preta, Corinthians, Atlético-PR, Grêmio e América-RJ;
grupo C: Bahia, Guarani, Santos, Rio Branco-ES, Cruzeiro e Atlético-GO;
grupo D: Atlético-MG, Portuguesa, Vitória, Palmeiras, Nacional e CSA.

2.
índice técnico
Joinville (10p, 4v, 14-17);
Botafogo (10p, 3v, 11-11);
Goiás (10p, 3v, 08-09);
Comercial (10p, 3v, 09-11).

3. campeões do torneio paralelo:
grupo E: Treze;
grupo F: Central;
grupo G: Internacional-SP;
grupo H: Criciúma.

4. polêmica e times biônicos
Um caso de doping de um jogador do Sergipe, no jogo contra o Joinville, deu a vaga do critério técnico aos catarinenses (que tinham empatado em 1x1 e recuperaram o ponto perdido), tirando o Vasco-RJ da etapa seguinte. Briga no tapetão. Não bastasse, a CBF decidiu eliminar a Portuguesa, que entrou na Justiça Comum por conta de problemas com a venda de ingressos.

Com o protesto do Vasco, além da ameaça de outros times de SP, em solidariedade ao caso da Portuguesa, o jeito foi improvisar. Deu a vaga para o Vasco, esqueceu a punição contra a Portuguesa e ainda chamou outros três times por conta da interferência do Chefe da Casa Civil, Marcos Maciel, beneficiando os pernambucanos Náutico e Santa Cruz, além do Sobradinho. Quatro times biônicos (Vasco, Náutico, Santa Cruz e Sobradinho), um perdoado (Portuguesa) e trinta e seis times participantes na segunda fase, divididos em 4 grupos de 9.

5.
segunda fase e mata-mata
A CBF determinou que, dentro das regras da competição, os 7 primeiros colocados dos 4 grupos da segunda fase (I, J, K, L) iriam compor a 1º divisão de 1987. Após os jogos, tendo cada um dos participantes disputado 16 partidas (jogos de ida e volta), dentro dos critérios pré-estabelecidos, estariam com vaga assegurada na 1ª divisão:

I: Palmeiras, São Paulo, Joinville, América-RJ, Santos, Bangu e Treze;
J: Guarani, Fluminense, Flamengo, Grêmio, Goiás, Santa Cruz e Atlético-GO;
K: Cruzeiro, Portuguesa, Bahia, Inter-SP, Atlético-PR, Náutico e CSA;
L: Atlético-MG, Corinthians, Vasco, Criciúma, Inter-RS, Ceará e Rio Branco-ES.

Entre esses, os 4 primeiros de cada chave estariam na 3ª fase da competição, que seria desenvolvida no sistema mata-mata até as finais. As finais foram disputadas por São Paulo e Guarani, onde os tricolores levaram a melhor nos pênaltis e conquistaram o título da temporada. Nas semifinais, ficaram o Atlético-MG e América. Nas quartas-de-final, pararam o Bahia, Fluminense, Corithians e Cruzeiro. Nas oitavas, aparecem na lista dos eliminados: Criciúma, Palmeiras, Portuguesa, Inter-SP, Flamengo, Joinville, Vasco e Grêmio.

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Acabei a primeira parte dessa matéria. Amanhã posto o restante sobre o polêmico título de 1987.